PORTUGUÊSSUDOESTE-VIA DE LA PLATAFRANCÊS
NORTEINGLÊSFISTERRA
CAMINHO PORTUGUÊS
PORTUGAL ESPANHA

Para norte do Douro há uma maior divergência. Dois caminhos foram muito seguidos. Ambos saíam do Porto. Um passava por Braga, seguia a Ponte de Lima e daí a Valença e Tui. 0 outro, não menos seguido, ia pela Ponte do Ave e Rates, a Barcelos e dai a Ponte de Lima, Valença. Também se praticou a variante Porto-Guimarães-Braga. O caminho pela zona da costa só ganha incremento na época moderna. Os povos das Beiras atravessavam naturalmente o Alto Douro, viriam ao Marco ou a Amarante a dai a Guimarães e a Braga. Alguns espanhóis de Castela e Estremadura, endireitando, cruzavam o noroeste português, por Bragança ou por Chaves. (VIAS MEDIEVAIS - Entre Douro e Minho - Carlos Alberto Ferreira de Almeida )

CAMINHO PORTUGUÊS CENTRAL
(Porto / Vilarinho / BARCELOS / Ponte de Lima / Valença)

CAMINHO PORTUGUÊS DO INTERIOR
(Porto / Lousado / BRAGA / Ponte de Lima / Valença)

CAMINHOS SEM AS SETAS/FLECHAS AMARELAS e ALBERGUES
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA
(Porto/Vila do Conde/Viana do Castelo/Caminha/Valença)
CAMINHO PORTUGUÊS DE LAMEGO
(Coimbra/Viseu/Lamego/Vila Real/Chaves)
 
CAMINHO PORTUGUÊS DO NORTE
(Porto/Vila do Conde/Barcelos/
Caminha/Vila Nova de Cerveira)
CAMINHO PORTUGUÊS DO NOROESTE
(Porto/Guimarães/Braga/Ponte de Lima/
Ponte da Barca/Vilarinho das Furnas)

CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO - Trajecto-Base para a divulgação
LISBOA - COIMBRA - PORTO - VALENÇA

Os caminhos portugueses para Compostela, mais frequentados, na época medieval, entre o Mondego e o Tejo iam de Coimbra a Ancião e a Tomar. 0 desvio por Alcobaça eOta só ganha predomínio no século 'VIII. -Entre o Mondego e o Douro palmilhava-se quase exclusivamente o já velho caminho de Coimbra ao Porto. (VIAS MEDIEVAIS - Entre Douro e Minho - Carlos Alberto Ferreira de Almeida )




Parece obvia a existência de dois eixos fundamentais (os quais decorrem de sul a norte) para quem é conhecedor do itinerário medieval. Um fica imediato á costa, outro decorre na parte oriental, a fica próximo da fronteira com a Espanha. Ambos estão interconectados em distintos níveis. A intensidade no use da rede, por causa das peregrinações, pulsava em direcção ao norte, não só pela marcada pervivência meridional do islamismo, mas também pela forte a próxima chamada que o túmulo do Apóstolo imprimia aos territorios mais setentrionais.

Desde o sul do territorio português, nos portos algarvios, além da peregrinação pelas três grandes vias terrestres que comunicam com o Alentejo (embora o espírito e a disposição do peregrino fosse fectua o caminho a pé) existiam igualmente romeiros que optavam na sua peregrinação, até Santiago de Compostela, pela via marítima. A- través desta eram conduzidos directamente até a Galiza ou alguma outra localidade portuária do norte de Portugal, com preferência Aveiro, a cidade do Porto ou Viana da Foz do Lima.

A peregrinação do romeiro, através do percurso mais próximo da costa, partía de Lagos. Paralelo á margem atlântica, continuava pela via que une Lagos com Ferreira do Aléntejo, desde a qual os caminhantes podiam escolher duas rotas diferentes. A primeira dirigia-se a Alcácer de Sal, passando por Setúbal a de imediato, Lisboa. A segunda em direccão a Évora, entronca aí, pela primeira vez com o eixo oriental, paralelo á fronteira, o qual partía dos territorios costeiros máis meridionais, desde Faro, Loulé, alcançando Almodóvar, Beja e finalmente Évora; ou mesmo pela via que corre á beira do rio Guadiana, desde Tavira até Beja.

Seguindo o eixo ocidental, desde Lisboa os peregrinos transitavam até Coimbra por duas vías diferentes.

Uma pela linha da costa, atingia Sintra, Torres Vedras, Caldas da Rainha a Alcobaça. Desde ai alcançavam a Batalha a continuavam até Leiria, a depois Coimbra.

Durante toda a Idade Média, os romeiros tinham á sua disposição varias estalagens ou pousadas, as quais forneciam alivio ás penurias dos caminhantes. De este jeito, Torres Vedras contava com quatro, Sintra com duas a até as Caldas da Rainha com un hospital.

A segunda opção para chegar desde Lisboa até Coimbra era adentrar-se pelo interior. Portanto em direcção a Santarem, o caminhante passava por Ansião, (onde existiam cinco estalagens) a Tomar, antes de chegar a Coimbra. Desde o eixo mais oriental no sul, o interior do pais é percorrido por uma estrada principal, paralela á fronteira, unindo desde Évora as localidades de Evoramonte, Estremoz, Fronteira, Alter do Chão, Crato, Alpalhão, Castelo de Vide, Nisa a Castelo Branco.

Esta última localidade, pertencente á via de peregrinação Oriental, estava unida a Coimbra (na via Ocidental) mediante uma rota que atravessava Figueiró dos Vinhos, constituindo na zona central do país a ligação entre as duas vias principais. Na parte sul, Ferreira do Alenteijo unias-se com Évora.

A localidade de Castelo da Vide, unida através da estrada com Nisa, tem sido desde sempre o ponto de chegada de peregrinos e mercadores, os quais percorriam a via que os conduzia até Viseu e Lamego, originários a maior parte das vezes do distrito de Estremadura, ou de outras áreas mais afastadas.

Na zona central de Portugal, a cidade de Coimbra representa um destacado ponto de união no sistema de comunicações viárias. Uma muito importante via, parte desde Coimbra em direcção ao Porto, com uma densa circulação. As suas hospedagens, centros nevrálgicos de transeuntes, ficam nas localidades de Avelãs do Caminho, Agueda, Aveiro a nos mosteiros de Pedroso a de Grijó.

Uma outra via parte também desde Coimbra até Viseu, fornecendo ligação entre esta localidade a Lamego. No eixo oriental (desde Covilhã, seguindo pela Guarda, Trancoso a Sernacelhe) é possivel o acesso até Lamego a Ribacõa.

Talvez pelo facto de a região Lamecense ser de alta demanda, quer em densidade demográfica, quer por constituir um nó de confluência nas comunicações, é nesta área que prolifera a maior concentração de hospedagens de todo o pais. Assim também a região de Ribacõa aparece densamente ocupada, com importantes e estreitas ligaçóes com Castela-Leão. Deste jeito, numa pacata vila, como Vilar Torpim, pertencente ao concelho de Castelo Rodrigo, quatro casas de hospedaría partilhavam a zona.

Apesar do facto de não existir um inventário sobre a totalidade de hospitais ou albergarias para os peregrinos descansarem no seu percurso até Santiago de Compostela, é possível garantir que em ambas as regiões situadas a Norte do rio Douro, apenas a de Entre-Douro-e-Minho contava com uma apreciavel rede de estabilecimentos de hospedaria. Isto não acontecia en Trás-os-Montes, onde só Bragança, Fornos, Torre de Moncorvo a Freixo contavam com hospedarias.

A fluida passagem através da região de Bragança parece corroborar que idënticas razões levaram alguns peregrinos do territorio leonês a utilizarem na altura o já referido caminho, com o objectivo de atingir Santiago de Compostela.

Os caminhos Trasmontanos gozavam de grande popularidade entre os portugueses. Recebe uma menção especial a região brigantina, a qual era atravessada pelos viandantes procedentes da região de Leão. En maio de 1386, na altura da campanha militar de D. João I contra o castelo de Bragança, Fernão Lopes refere que "açertouse de virem pera aly muitos almocreves e mercadores Castelãos que hião cõ suas mercaderias pera a festa de Santiago de Gualiza que se cheguava no mes de julho".



Consellería de Cultura, Comunicacíon Social e Turismo
Xerencia de Promocíon do Caminho de Santiago
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"Xunta de Galicia 2001"
Os Caminhos de Santiago
O Caminho Portugués das Peregrinações a Santiago